The Last Viking
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Anders Thomas Jensen regressa ao ponto ideal onde o riso e a perda colidem. Em The Last Viking (2025), um regresso a casa há muito adiado transforma-se numa caça ao tesouro tortuosa que, na verdade, fala de identidade, lealdade e do custo de sobreviver a si próprio.
The Last Viking (2025) finca a sua bandeira em território familiar de Anders Thomas Jensen: o lugar onde a comédia seca, a violência súbita e uma ternura dolorida podem partilhar o mesmo fôlego. Construído como uma história de estrada movida pelo crime e com peso dramático, o filme acompanha Anker quando ele sai da prisão após catorze anos e tenta voltar a entrar numa vida que seguiu em frente sem ele. A liberdade deveria soar a folha em branco — mas Jensen faz com que pareça uma conta a chegar.
A única pessoa à espera é Manfred, o irmão de Anker, cujo estado mental frágil o torna simultaneamente uma tábua de salvação e uma porta trancada. Manfred é o único guardião da fortuna desaparecida do assalto, mas o detalhe crucial — onde foi escondida — escapou-lhe. O que começa como um plano prático para recuperar dinheiro transforma-se numa perseguição estranha e íntima através da memória: cada pista é menos uma dica do que um teste a quão bem estes irmãos realmente se conhecem.
Mads Mikkelsen sustenta o filme com uma interpretação capaz de transformar um olhar numa confissão, enquanto Nikolaj Lie Kaas traz volatilidade e um calor inesperado à imprevisibilidade de Manfred. À volta deles, o elenco de Jensen — Sofie Gråbøl, Søren Malling, Bodil Jørgensen, Lars Brygmann, Nicolas Bro e Kardo Razzazi — preenche as margens com personagens que parecem vividas em vez de “planeadas”, e cada encontro empurra os irmãos para um acerto de contas em vez de uma resolução.
Em termos de género, The Last Viking é uma mistura ágil de comédia, crime e drama, recusando-se a assentar numa única faixa. O humor não suaviza os momentos mais sombrios; afia-os, expondo como as pessoas fazem piadas quando estão encurraladas e como o absurdo pode ser um mecanismo de sobrevivência. A premissa criminal mantém o ritmo, mas o motor emocional é o vínculo inquieto entre irmãos — amor expresso através de frustração, proteção e culpa há muito enterrada.
Quando a busca pelo dinheiro escondido se aperta, o filme já mudou silenciosamente as apostas. O saque importa, mas não tanto quanto aquilo que representa: a fantasia de desfazer o tempo, pagar a dor e comprar uma segunda oportunidade. Nas mãos de Jensen, The Last Viking torna-se menos uma história sobre o que está enterrado no chão e mais sobre o que está enterrado em dois irmãos — e o que é preciso para o desenterrar sem perder o que resta.
Elenco
Imagem © TMDB
Equipa
Imagem © TMDB
Perguntas frequentes
Sobre o que é The Last Viking (2025)?
Após anos na prisão por um assalto, Anker reencontra o seu irmão Manfred, que sofre de doença mental — o único que sabe onde o dinheiro roubado está escondido, mas não consegue lembrar-se do local. A busca transforma-se numa viagem de confronto consigo próprio e de fraternidade.
Quem realizou The Last Viking?
The Last Viking é realizado por Anders Thomas Jensen, conhecido por misturar humor negro com crime e drama emocional.
Quem protagoniza The Last Viking (2025)?
O filme conta com Mads Mikkelsen e Nikolaj Lie Kaas, com interpretações de apoio de Sofie Gråbøl, Søren Malling, Bodil Jørgensen, Lars Brygmann, Nicolas Bro e Kardo Razzazi.
Em que géneros se enquadra The Last Viking?
É uma mistura de comédia, crime e drama — usando uma premissa de pós-assalto para explorar laços familiares, memória e consequências.
The Last Viking é mais um filme de assalto ou um drama de personagens?
Usa o enredo do dinheiro desaparecido para impulsionar o suspense, mas o seu foco central é a personagem: dois irmãos a navegar confiança fraturada, responsabilidade e as repercussões emocionais do passado.
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